quinta-feira, 28 de maio de 2009

CNC Marcando Nossa História - 2005

Pesquisando meus arquivos para montar um workshop encontrei as fotos da primeira filmagem que participei como assistente de figurino.
Um trabalho bem interessante com a produtora de figurino Michele Paladini.


As cenas deste comercial aconteciam em três épocas distintas: década de 40, década de 70 e época atual. A mesma atriz faz o papel de menina em todas estas épocas.
Na década de 40, a ação se passa num armazém.


Título: “CNC - Marcando a Nossa História"
Empresa: CNC, SESC e SENAC
Produtora: TV1 vídeo
Direção de Arte: Laura Carone
Figurino: Michele Paladini

Ass. figurino: Ricardo Antunes

Na década de 70, a ação passa agora para um supermercado, a menina vai as compras com a mãe.
E nos dias de hoje a menina acompanha a avó até uma loja de brinquedos.
Quanta coisa aprendi com este e com todos os outros trabalhos que vieram depois...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Amor Meu Grande Amor - 2006

Esta peça, escrita pelo Renato Andrade, se divide em três histórias. A primeira é sobre Dolores, fragmentada em duas personagens, uma é estrela da noite e outra dona de casa. Por momentos os figurinos se misturam, transformando uma em outra.

Primeiros croquis feito para os personagens. As peças foram confeccionadas pela costureira Miriam Miyake.

Outra história da peça, baseada na história real da avó de Renato, fala sobre Natália (Selma Trajano) e seu primeiro amor.

E por fim, temos a história de Júlia (Cintia Takeda), perdida entre a realidade e a ficção, quer se separar do marido.


Amor Meu Grande Amor
texto e direção
Renato Andrade

elenco
Cintia Takeda (Dolores e Júlia)
Selma Trajano (Dolores e Natália)
figurino
Ricardo Antunescenografia
Renato Andrade

Retratos e Canções - 2005, 2006 e 2007

Referências para Diana, e Marlene Prado como a personagem.

Referências e croqui para Tadeu, e foto de Ivo Müller em cena.

Referência e croqui para Marvin, e foto de Gerson Almoster em cena

O figurino desta peça era baseado nos anos 80, com uma pegada bem kitsch.
Carol, a 'mocinha' da peça utilizava apenas cores claras, rosinhas, e Diana, a 'vilã' usava roupas mais estilosas e de cores mais fortes.
Retratos e Cançõestexto e direçãoRenato Andrade
elencoCarol - Cecília Pimenta (1ª temporada), Gabriela Lois (2ª temporada)
Diana - Camila Estevam (1ª temp), Marlene Prado (2ª temp)

Tadeu - Ivo Müller
Marvin - Gerson Almoster
Arlindo Orlando, Policial, Garçon, Padre - Márcio Cardoso
FigurinosRicardo Antunes
CenografiaCristiano Panzarin

Marvin (Gerson Almoster), Diana (Camila Estevam), Diana e Tadeu (Ivo Müller), Arlindo Orlando (Márcio Cardoso), Carol (1ª temp. - Cecília Pimenta), Carol (2ª temp. - Gabriela Lois) e Tadeu.

A peça "Retratos e Canções" fez bastante sucesso, viajou pelo interior e se apresentou também em Curitiba.
Quer ver o 'trailler' da primeira temporada? Aqui. E da segunda? Aqui e aqui.
Repercursão: Na Tribo, IG, Bem Paraná, Muito, Jornal Vale Paraibano, Folha da Região, Revista In Online, Programa Metrópolis - TV Cultura

sábado, 2 de maio de 2009

Teatro - "Trilogia Perversa" 2004



“Trilogia Perversa”
peça
de Ivo Bender
encenada pela Cia Laca de Camboja
direção de Maurício Marques

Meu primeiro trabalho com teatro em SP, foi todo desenvolvido em um workshop com os atores.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mc Lanche Feliz Trollz e Transformers - 2006

Quer ver o filme? Aqui.

Título: Mc Lanche Feliz Trollz e Transformers"Empresa: Mac Donald's
Produtora: TVC
Direção: Dorian Taterka e Rogério Utimura
Direção de Arte: Vanessa Monteiro de Barros
Figurino: Silvia Figueiredo
Ass. figurino: Ricardo Antunes



Neste trabalho desenvolvemos o figurino de quatro personagens do desenho 'Trollz' (Ametista, Rubi, Safira e Topázio) em dois tamanhos, para crianças bem pequenas e para outras maiores, porém foi decidido filmar a.
Este filme foi feito para ser utilizado por toda América Latina.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ziggy Stardust - 1972/1973

Até 1972, David Bowie havia feito sucesso apenas em 1969 com a música ‘Space Oddity’, que ficou em 5º lugar nas paradas, resumindo, tinha tudo para ser um cantor de um sucesso só. Porém, ao lançar seu 5° albúm ‘The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars’ se tornou a sensação e o cantor mais controverso.


Não foi uma mudança de uma hora para outra, foi um processo de criação (música + imagem). Com a Inglaterra descobrindo na época as fibras sintéticas e a televisão colorida, mas sem perder a influência do passado, Ziggy Stardust era o retrato da época (artificial, alienígena e polissexual).


O fato de ser um álbum conceito não era uma novidade, e nem a idéia de uma banda ficcional (os Beatles fizeram o disco ‘Sgt Pepper ...’ cinco anos antes, e The Turtles já tinham lançado o disco ‘Battle of the Bands’ em que tocam cada música como se fosse uma banda diferente), a questão era a mistura do personagem com o interprete, isso acontecia pela primeira vez na história da música, não dava para saber onde acabava Ziggy e começava Bowie.
Ziggy foi construído como um arquétipo de ‘Rock Star’, auto-destrutivo e pronto para ser endeusado.


A aparência andrógina já aparecia em seu disco “Hunky Dory”, e uma das primeiras mudanças que fez foi cortar o cabelo e tingi-lo de laranja, o que o diferenciava dos outros cantores da época, todos cabeludos.


O figurino inicial, de Freddie Burretti, partiu de uma inspiração no figurino do filme ‘Laranja Mecânica’ (A Clockwork Orange, 1971), mas mudando a cor, acrescentando brilho, estampas floridas, e dois cílios postiços ao invés de um só. Uma leitura ‘dadaista’ segundo Bowie. O figurino desta fase era basicamente composto de macacões de cores e materiais diversos.


O figurino foi evoluindo. Peças eram desenvolvidas para turnês pelos Estados Unidos, pela Europa, para apresentações na TV. Neste período Bowie teve a colaboração de Natasha Korniloff.


Algumas peças chamam bastante a atenção, como os macacões de tricot.



Bowie que se apresentava já de forma teatral, levou o personagem para o palco e para as ruas. Com a ajuda de seu empresário, Tony Defries e com as declarações de Angie, sua esposa na época, Bowie construiu a personalidade controversa de Ziggy. Não era apenas a música que importava, a sua vida fora dos palcos também contava. E o figurino era parte importante da construção deste personagem, reforçando o caráter exótico e ‘espacial’.

A roupa da direita, feitas com tecido prata metálico com listras rosa choque e azul intenso e com ombros acentuados e calça capri, era usada geralmente para cantar ‘Space Oddity’.

Para um concerto em 1972 Bowie comprou uma roupa de Kansai Yamamoto em uma loja em (roupa que foi depois refeita por Natasha Korniloff). Foi o primeiro contato com o estilista que viria a desenvolver os figurinos para a turnê de 1973. Era uma mistura de ficção científica e teatro Kabuki, com looks andróginos e extravagantes.



“Ele tem um rosto incomum, não acha? Ela não é homem nem mulher, se é que você me entende. Isso combinou comigo como designer porque a maioria das minhas roupas são para ambos os sexos. Eu amo a música dele e, obviamente, ela influenciou minhas criações. E ainda há essa aura de fantasia que o rodeia. Ele tem talento!”

Kansai Yamamoto sobre David Bowie, junho de 1973



“I wasn’t surprised Ziggy Stardust made my career. I packaged a totally credible plastic rock star – much better than any sort of Monkees fabrication. My plastic rocker was much more plastic than anybody’s.”
David Bowie


“The legacy of Ziggy (..) lies most explicitly in sexual politics, expressive freedoms and theatrical possibilities. Contributions from the fields of music, fashion and design cite the creation of Ziggy among the boldest and most intricate of artistic statements.”
Vivienne Gaskin, para o programa da apresentação “Rock and Roll suicide” (reapresentação do show de despedida de Bowie como Ziggy Stardust – o espetáculo foi recriado pelos artistas plásticos Iain Forsyth and Jane Pollard, mais no site)


Sem sombra de dúvida, Ziggy Stardust influenciou muita coisa que surgiu depois (indireta ou diretamente), e garantiu transformar David Bowie em um músico famoso até hoje, e com diversos sucessos.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Copa de Sabores e Copa Mac Donald's - 2006



Título:
Copa de Sabores"
Empresa: Mac Donald's
Produtora: TVC Direção: Dorian Taterka e Rogério UtimuraDireção de Arte: Vanessa Monteiro de Barros
Figurino:
Tata Nicoletti
Ass. figurino: Ricardo Antunesjunho de 2006

Este foi meu segundo trabalho com a figurinista Tata Nicoletti, e também meu segundo filme como assistente de figurino para um comercial do Mac Donald's.
O primeiro trabalho foi o filme institucional "Copa Mac Donald’s", feito especialmente para a Copa. Infelizmente não achei no Youtube o vídeo deste trabalho, é uma pena, porque gosto bastante do resultado e foi um trabalho bem puxado (passamos uma semana no interior filmando diversas cenas de arquibancada, jogos de futebol e também grupos étnicos).

Na pré-produção fiquei encarregado de desenvolver os uniformes e emblemas de todos os times.
Alguns uniformes e emblemas