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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Tudo O Que É Sólido Pode Derreter - ep 11 - 2008

Dalila aparece em um comercial e a turma ensaia sua apresentação

Neste episódio Thereza  (Mayara Constantino) e seus colegas fazem uma encenação da peça "Quem Casa Quer Casa" de Martins Pena. A peça serve de fundo para os encontros e desencontros entre Thereza e Dalila  (Wendy Bassi), e coloca João Felipe (Bryan Ruffo) no meio de tudo. 


Igor (Kauê Telloli) e Dalila ensaiam

Dalila com sua experiência em interpretação ajuda os colegas na montagem e fica com o papel central, e Thereza mesmo resfriada dá o seu melhor para o papel.


Thereza se apresenta mesmo gripada

O figurino desta encenação é de época, mas sem se ater a nenhuma época específica. Os figurinos de Dalila e Thereza são de cores opostas propositalmente para reforçar o antagonismo das personagens.

Todo o elenco com o seu figurino da peça

Título: "Tudo O Que É Sólido Pode Derreter"
Produtora: Ioiô Filmes em parceria com a TV Cultura
Direção: Esmir Filho e Rafael Gomes
Ass. Direção 1: Tarsila Araújo
Ass. Direção 2: Tiago Vaz Curvelo
Dir. Fotografia: André Sig
Dir. Arte: Mônica Palazzo
Figurinista: Ricardo Antunes
Ass Figurino: Marina Vianna e Bruna Del Carlo

Agradecimentos:
Ferrovie
Gata Bakana
Primeiro Item Teen




Tudo O Que É Sólido Pode Derreter - ep 09 - 2008

a chegada da turma no acampamento e Thereza conversa com Marcos

Neste episódio é baseado na poesia 'Quadrilha' de Carlos Drummond de Andrade, Thereza (Mayara Constantino) viaja com os colegas de escola para um acampamento de férias.
Lá ela investiga a origem de estranhos bilhetinhos que vem recebendo.
O figurino deste episódio é em princípio casual, são roupas normais que eles teriam levado em suas malas. Durante a brincadeira de caçada o elenco foi dividido em dois times, um verde e outro preto, que usavam coletes confeccionados em tecidos brilhantes.

momentos de diversão: coletes em tecidos com brilho

Para investigar os bilhetes que vem recebendo, Thereza conta com a ajuda de Marcos (Victor Mendes), e neste momento fantasioso eles assumem personas inspiradas nos filmes 'Noir', com figurino inspirado nos tradicionais detetives dessa época.

Marcos e Thereza ganham figurinos inspirados nos detetives de filme noir

Para comemorar uma festa junina com direito a quadrilha e correio do amor, os personagens se vestem a caráter, com chapéu de palha e bigode pintado no rosto.

Roupas de festa junina

cenas de bastidor


Título: "Tudo O Que É Sólido Pode Derreter"Produtora: Ioiô Filmes em parceria com a TV Cultura
Direção: Esmir Filho e Rafael Gomes
Ass. Direção 1: Tarsila Araújo
Ass. Direção 2: Tiago Vaz Curvelo
Dir. Fotografia: André Sig
Dir. Arte: Mônica Palazzo
Figurinista: Ricardo Antunes
Ass Figurino: Marina Vianna e Bruna Del Carlo

Agradecimentos:
Figurino


xtrobo

HR

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Velvet Goldmine - 1998

Para voltar a falar sobre o trabalho de outros figurinistas, resolvi resgatar 'Velvet Goldmine', filme de Todd Haynes que me marcou muito - pela plasticidade, pela história, pela música - e que foi indicado ao Oscar de Melhor Figurino e ganhador do Bafta (o prêmio da academia britânica) de melhor figurino em 1999.
A surpresa foi descobrir que a figurinista deste filme é também responsável pelos figurinos de outros filmes que gosto muito, como 'Caravaggio' (1986) de Derek Jarman (que foi referência para a minha proposta de figurino para o curta "1718"), 'Orlando - A Mulher Imortal' (1992) de Sally Potter, 'Traídos Pelo Desejo' (1992) e 'Entrevista Com O Vampiro' (1994), ambos de Neil Jordan.

A figurinista por trás de todas estas obras é a inglesa Sandy Powell, que já conquistou três Oscars (em 1999 por 'Shakespeare Apaixonado', em 2004 por 'O Aviador' e em 2010 por 'A Jovem Rainha Vitória') e concorre a outro agora em 2011, também com o figurino de época, com o filme 'A Tempestade' de Julie Taymor.
Sandy Powell estudou na Central School of Art de Londres, e com 'Caravaggio' iniciou uma boa parceria com Derek Jarman, para quem desenvolveu uma série de figurinos (para 'Eduardo II', 'Crepúsculo do Caos' e 'Wittgenstein', por exemplo).
Em geral seus figurinos são pararrealistas, remetendo ao passado mas com uma cara contemporânea, atual. É perceptível a intenção de 'criar', de colocar um ponto de vista sobre a pesquisa histórica, provavelmente é por este motivo que não trabalha muito com filmes contemporâneos, que não permite tanta criação.
Para 'Velvet Goldmine' a maioria do figurino partiu dos croquis de Sandy, que pesquisou uma série de fontes como fotografias, filmes e também de sua memória da época. Ela não encontrou roupas originais da época, já que essas roupas usadas em apresentações não eram elaboradas para durar, então construi as peças com o mesmo refinamento e requinte que os figurinos feitos em seus outros filmes de época. São peças andróginas, espetaculares e ricas em detalhes.
A riqueza de caracterização da figuração
A história de Brian Slade (Jonathan Rhys Meyers), que serve de fundo para narrar todas as mudanças culturais que aconteceram na Inglaterra na década de 70, é obviamente inspirada na vida de David Bowie, seu começo de carreira, como por exemplo na época em que lançou o disco 'The man Who Sold The World', em que usava cabelo comprido e usava vestido, ou ainda na fase em que encarnava o polissexual alienígena Ziggy Stardust, no filme vertido em 'Maxwell Demon'.
David Bowie acima, e Brian Slade (Jonathan Rhys Meyers) abaixo.
Curt Wild (Ewan McGregor) é a versão cinematográfica do anárquico Iggy Pop.
Mandy Slade (Toni Collette) é uma versão de Angela, primeira mulher de Bowie.
O repórter Arthur Stuart (Christian Bale), que nos guia por esta investigação sobre o passado e o destino de Brian Slade, é primeiramente retratado como um jovem oprimido pelos pais e que encontra sua válvula de escape justamente neste astro do Glam Rock, e que ao longo da história vemos a influência disso em sua vida.

***
"A não ser que o filme requeira, não estou interessada numa réplica exata do período. Eu olho para o período, como deveria ser, como pode ser, e então faço a minha própria versão."
Sandy Powell, em entrevista a revista Time em 1999

"O underwear é o mais importante. Ele provê a silhueta para tudo que vai por cima."
Concordo plenamente, é fundamental! Em seu programa "Guru de Estilo", Tim Gunn sempre repete que uma boa lingerie é a base de tudo.

***
Quer saber mais sobre David Bowie como Ziggy Stardust? AQUI.

domingo, 23 de agosto de 2009

Shrek Menu e Mc Lanche Feliz Shrek - 2007

Roteiro e referências.

Foi muito interessante fazer este comercial, principalmente porque tivemos que desenvolver todo o figurino que foi inspirado nos corneteiros e no mensageiro do filme 'Shrek'.

Estudos e propostas para o Mensageiro.

Após uma série de desenhos, fechamos com a direção de arte uma proposta rica em detalhes para o mensageiro - o 'Y' frontal é todo bordados com o logotipo do McDonald's.

Estudos e proposta para os corneteiros.

Montamos uma equipe de costura que começou a trabalhar já para o teste de VT.
As roupas
dos corneteiros foram feitas sob medida para os atores, que ainda receberam enchimento para ficarem com o mesmo perfil ao se alinharem na loja, reforçando assim a postura do ator.

Bastidores da filmagem e o sorriso da Cidinha, nossa camareira oficial.

Título: "Shrek Menu"produto: lanches, sorvete e molhos especiais
Empresa: Mac Donald's
Agência: TaterkaProdutora: TVC
Direção: Rogerio Utimura e Dorian taterkaDir. Arte: Vanessa Monteiro de Barros
Figurinista: Sílvia Figueiredo
Figurinista Assistente: Ricardo Antunes
O comercial do Mc Lanche foi feito na mesma época e com a mesma equipe, infelizmente não encontrei nenhum registro da filmagem.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Coração Partido - 2006

Em 2006, o diretor Renato Andrade me convidou para fazer o figurino de sua adaptação da peça 'Leonor de Mendonça', de Gonçalves Dias.

pesquisa de roupas de época e de paleta de cores

Recebi o texto e comecei pesquisar referências, tanto históricas como atuais, já que a idéia era produzir algo mais estilizado e com referências atuais.

Duquesa Leonor de Mendonça: referências, croquis e protótipo do figurino

O figurino da Duquesa, um dos meus preferidos, foi feito pela costureira Iuki. Com o auxílio de um zíper gigante, ele vai se transformando ao longo da encenação. Tivemos também que nos preocupar com o sapato, o salto precisava ser reforçado, não poderia quebrar de maneira alguma.

Duquesa Leonor (Marlene Prado): os estágios da roupa ao longo da montagem

Como era uma montagem com baixo orçamento, tivemos que reformar uma roupa ali, reaproveitar outra lá... e só mandamos fazer peças essenciais.

Duque: estudos e referências

A roupa do Duque é feito em sua maioria de adaptações (retalhos, apliques, costumizações), apenas mandamos fazer a bermuda com um tecido adamascado dourado e vermelho escuro. O ator Márcio Cardoso contribuiu bastante na construção deste figurino.

Duque (Márcio Cardoso): estágios do figurino
A roupa da Paula, camareira da Duquesa, foi todo confeccionado pela costureira Miriam Miyake.

Paula: referências, croquis e amostra de tecidos usados

Ela é responsável pelos momentos mais alegres da história, e sua roupa precisava traduzir isso, portanto partimos para o uso das cores mais quentes e para um desenho menos recatado.

Paula (Gabriela Lois): cores quentes e tecido florido
O ator Gerson Almoster interpretou na peça quatro personagens, o narrador (que apresenta a trama),o conselheiro Fernão, o pai do Alcoforado e o padre Lopo Garcia. Por causa disso seus figurinos se limitavam a pequenos edtalhes que deveriam indicar o personagem que ele interpretava no momento.

Conselheiro Fernão: referências, tecidos e idéias

Usamos uma roupa de base preta, que servia para os momentos em que Gerson era o narrador. Colocando uma espécie de avental, ele se transformava no conselheiro Fernão; Um manto todo gasto, um imenso colar e um cajado , serviam para caracterizar o Afonso Alcoforado, pai cego de Antonio Alcoforado; O Lopo Garcia usava uma faixa caida sobre os peitos e uma bíblia.

Narrador, Afonso Alcoforado e Conselheiro Fernão (Gerson Almoster)

A figura do Antonio Alcoforado, cavalheiro apaixonado pela Duquesa Leonor, foi inspirada nas figuras românticas antigas e nas sobreposições atuais de texturas.

Antonio Alcoforado: referências e idéias

O figurino do Alcoforado sofreu uma série de mudanças, como por exemplo a bermuda, que precisou ser trocada porque o material não iria aguentar as apresentações. O resultado final ficou okay, se contrampondo bem com a roupa do Duque.

Antonio Alcoforado (Ivo Müller)

Coração Partidotexto de Gonçalves Dias
adaptação e direção: Renato Andrade
elenco:
Gabriela Lois (Paula)
Gerson Almoster (Narrador, Fernão, Afonso Alcoforado e Lopo Garcia)
Ivo Müller (Antonio Alcoforado)
Márcio Cardoso (Duque Dom Jaime)
Marlene Prado (Duquesa Leonor de Mendonça)
figurino: Ricardo Antunes
cenografia: Renato Andrade e Cristiano Panzarin

Programa, release, cobertura
quer saber mais?
Na Mira do Aplauso e Jo Capusso

quinta-feira, 28 de maio de 2009

CNC Marcando Nossa História - 2005

Pesquisando meus arquivos para montar um workshop encontrei as fotos da primeira filmagem que participei como assistente de figurino.
Um trabalho bem interessante com a produtora de figurino Michele Paladini.


As cenas deste comercial aconteciam em três épocas distintas: década de 40, década de 70 e época atual. A mesma atriz faz o papel de menina em todas estas épocas.
Na década de 40, a ação se passa num armazém.


Título: “CNC - Marcando a Nossa História"
Empresa: CNC, SESC e SENAC
Produtora: TV1 vídeo
Direção de Arte: Laura Carone
Figurino: Michele Paladini

Ass. figurino: Ricardo Antunes

Na década de 70, a ação passa agora para um supermercado, a menina vai as compras com a mãe.
E nos dias de hoje a menina acompanha a avó até uma loja de brinquedos.
Quanta coisa aprendi com este e com todos os outros trabalhos que vieram depois...

sábado, 2 de maio de 2009

Teatro - "Trilogia Perversa" 2004



“Trilogia Perversa”
peça
de Ivo Bender
encenada pela Cia Laca de Camboja
direção de Maurício Marques

Meu primeiro trabalho com teatro em SP, foi todo desenvolvido em um workshop com os atores.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Os Tudors (2007) - 1ª temporada

The Tudors
(2007)
figurinista: Joan Bergin

Elenco principal

Jonathan Rhys Meyers,32, nos extras do dvd da série, fala de um rei Henrique VIII alto, 1,90m, loiro, cabelos compridos, jovem, e a atriz Natalie Dormer (ana Bolena) fala de um rei esportista e desejado pelas mulheres pela sua beleza e erudição. Isso tudo é bem diferente do rei que ficou em minhas lembranças das aulas de história e das páginas de enciclopédias.

Henrique VIII por aí

Aceitando este rei que me oferecem, o figurino é excelente (Joan Bergin, que por este trabalho ganhou o Emmy de melhor figurino para série de TV em 2007 e 2008).


Joan Bergin, recebendo o prêmio de 2008

Acho que não se propõem a ser fiel, super realista e tal, passa a impressão de uma época sem liberdades criativas aparentes. Em uma entrevista, Joan Bergin fala que se inspirou nas roupas originais da época e nas roupas que se inspiraram nesta época (como uma coleção do Balenciaga). Uma grande desconstrução para compor este figurino super elaborado.

Figurino inspirado em Degás e Balenciaga

A idéia era que não ficasse com cara destes dramas épicos que aparecem na TV, estava em busca de algo que enchesse as vistas dos espectadores, que causasse impacto, que eles dissessem ‘Uau! Era assim que eles viviam!’.

Ana Bolena e Henrique VIII

Alguns elementos modernos foram inseridos para trazer isso (alguns tecidos modernos aqui, uma mudancinha na modelagem ali – como as roupas justas do rei para realçar o físico). Mas, ao mesmo tempo, existem peças feitos com uma preocupação quase museulógica, seguindo detalhes e desenhos da época.

São mais de mil figurinos, muito mais do que seria necessário para um longa-metragem.
A primeira temporada é dominada pala cor preta, cores mais fortes pontuam algumas cenas, como por exemplo o amarelo, que em geral aparece em algumas roupas do rei ou da rainha.
A palheta é rebaixada, reforçando a aparência de gasto, antigo, criando um bela relação com o cenário e formando uma imagem coesa.

Ana Bolena discute com Henrique VIII (a cima)
e Catarina de Aragão na Igreja (a baixo)

***

Muito interessante a forma como retrataram o rei português, deixando claro que se trata de um país mais pobre e essencialmente rural (com uma pitada de ignorância). Principalmente o detalhe do pé sujo do rei morto na cama. Talvez a corte portuguesa precise de uma série como esta para alterar a sua imagem...

Henrique VIII (Jonathan Rhys Meyers) – 1491/1547
Ana Bolena (Natalie Dormer) – 1500/1536
Catarina de Aragão (Maria Doyle Kennedy) – 1485/1536
Thomas Cromwell (James Frain)
Thomas More (Jeremy Northam)


***

Um fato interessante que vi na internet sobre a série é que eles reutilizaram dezenas de figurinos e acessórios de outros filmes de época.

O mesmo vestido de ‘Shakespeare Apaixonado’ aparece no 10° episódio
A mesma coroa de ‘Elizabeth’ aparece na cabeça de Catarina de Aragão

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The big danger as a designer is falling into a very stylized and purely visual set of ideas about the costumes. It’s crucial to remember that these were real people, not portraits or models. I think that the success of The Tudors has been that audiences are looking at these historical characters in costumes and settings that they can understand rather than just odd and remote contexts. The costumes go on the journey with the characters.

Joan Bergin,
figurinista irlandesa, que estudou arquitetura entrou em contato com o mundo do figurino quando era atriz de uma companhia de teatro. Fez o figurino de três filmes de Daniel Day-Lewis – ‘Meu Pé Esquerdo’, ‘Em Nome do Pai’ e ‘O Lutador’.